É com alegria que compartilho a ENTREVISTA que dei à Editora PUC-Rio sobre a trajetória que me conduziu ao desenvolvimento do livro "Amamentação e o desdesign da mamadeira" e à minha atuação desde então (não consegui colocar aqui o vídeo para abertura, mas o link funciona).
terça-feira, 20 de abril de 2021
Minha trajetória rumo à pesquisa sobre os problemas da mamadeira
É com alegria que compartilho a ENTREVISTA que dei à Editora PUC-Rio sobre a trajetória que me conduziu ao desenvolvimento do livro "Amamentação e o desdesign da mamadeira" e à minha atuação desde então (não consegui colocar aqui o vídeo para abertura, mas o link funciona).
segunda-feira, 8 de março de 2021
Que imagem!
sábado, 23 de janeiro de 2021
De como se ensinava mulheres a fazerem partos no séc. XVIII
Ja faz bastante tempo que guardo essa imagem. Eu a vi solta, em algum lugar, e apenas agora me dediquei a investigar sua origem. A busca foi pelo Google Images e demorou um bom tempo, mas a encontrei. E junto com ela uma história de extrema dedicação e luta de Angélique Marguerite du Caudray.
Dentre os materiais que encontrei, recomendo a leitura do Artigo de Rebecca Halff: sintético, rico e muito informativo. Mas conto um pouquinho.
Madame du Caudray -como era conhecida- se formou pela Faculdade de Cirurgia de Paris como parteira credenciada, e em 1769 lançou um pequeno livro, desses que cabem no bolso de qualquer avental, sob o título Abrégé de l'art des accouchements (Compêndio da arte do parto). Quisera termos acesso a uma publicação assim! Vejam só uma das lindas ilustrações:
Naquela época, as mulheres perdiam para os médicos obstetras a função de ajudar a nascer bebês. Enquanto aluna da Faculdade, Madame du Caudray ainda presenciou a prática de acesso livre a mulheres não matriculadas nas palestras de cirurgia. Mas elas acabaram sendo proibidas de frequentá-las. São na verdade muito impressionantes as mudanças sociais que se operam na sociedade, os artifícios empregados, a retirada paulatina do poder dos membros da comunidade em agirem como tal, como comunidade ...
Só que, além do livro, ela desenvolveu também Modelos de ensino do aparelho reprodutivo feminino, o que representa uma iniciativa de vanguarda dessa médica. Seguem as imagens:
Os modelos são em escala real, produzidos por ela.
Todo mundo já foi aluno aqui. A gente sabe muito bem a diferença que faz estar diante de um modelo tridimensional e de uma explicação teórica ou de desenho esquemático bidimensional. Poder pegar na coisa, dispor de partes anatômicas removíveis, ter diante dos olhos e das mãos um simulador realmente compreensível daquilo que queremos aprender é o que de melhor se pode dispor para adquirir conhecimento acerca de algo tão denso de emoções, incertezas, dor e esperança.
O artigo recomendado acima nos conta que, a pedido do Rei, Madame du Caudray foi para o interior, ensinar às mulheres do ambiente rural a fazerem partos, pois muitos bebês estavam morrendo por inabilidade das parteiras de lá.
Para fechar a história, um daqueles dados que nos fazem "cair das núvens" pra ter que encarar a realidade: a preocupação, na época, era a de "fabricar futuros soldados"...
Fica o brilhantismo dessa médica que há de ter contribuído para salvar muitas vidas, ensinar esse ofício primordial às mulheres e nos encantar com a arte de ensinar.
domingo, 13 de dezembro de 2020
Leite de peito e leite de lata
Os índices de amamentação cresceram no Brasil, mas a indústria de fórmulas lácteas prossegue sofisticando suas estratégias para poder continuar lucrando. Duas recentes matérias nos trazem informações importantes.
A primeira delas, publicada pela Radis (Fiocruz) em 4 de dezembro, divulga os resultados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil, empreendido pela Fundação, UFRJ, UERJ e UFF, em parceria com universidades e instituições públicas de todo o país. O estudo surge 14 anos depois do último levantamento realizado sobre o assunto e demonstra que o aleitamento materno exclusivo para bebês menores de seis meses subiu de 37,1% para 45,7%. Outro indicador, esse bem mais expressivo, aponta que o aleitamento materno exclusivo até os quatro meses subiu de 4,7% em 1986 para 60% em 2019.
Tais resultados se devem a muitos fatores, dentre eles o programa de extensão da licença maternidade de quatro para seis meses, a expansão daos Bancos de Leite Humano, a certificação de Hospitais Amigos da Criança, os efeitos da atenção primária em saúde e a institucionalização da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes, Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL). Pode-se acrescentar aqui o permanente e apaixonado trabalho da sociedade civil: os grupos de mães, o trabalho das doulas, dos obstetras, enfermeiros e pediatras comprometidos em proporcionar um início auspicioso para as crianças e suas famílias, e tantas outras iniciativas que eu nem saberia enumerar.
Imagino que um levantamento desses seja de realização bem mais complexa do que as de pesquisas de opinião para eleições, ou as de nível de popularidade de governantes, mas um hiato de 14 anos para verificar um quadro de tamanha importância é demais! Eu me lembro do alívio e alegria que os integrantes do grande comitê organizador (do qual eu fazia parte) do Encontro Nacional de Amamentação (ENAM 2019) -que agregou também a convenção mundial sobre o tema- expressaram ao saber que o Estudo havia sido autorizado. Tudo nesse campo parece ser resultado de muita luta.
Depois de quatro dias, foi publicada no site O Joio e o Trigo a matéria Pesquisa do Joio com mães confirma pressão para substituir leite materno e muita influência da indústria. Daí eu penso em como a luta é difícil ..., e continuará a ser ... e no quanto são valiosas as notícias divulgadas no Estudo do primeiro artigo que citei aqui. Pra dizer a verdade, eu sei -a cada dia, de cada vez mais mães que amamentam. Os jovens estão, sem dúvida, cada vez mais bem informados. É importante que estejam, porque a indústria é poderosa e não age sozinha, como atesta a matéria:
"Na pesquisa do Joio, realizada entre 14 e 21 de outubro, mais da metade das mulheres relatou ter sido desestimulada a amamentar por um profissional de saúde. Quase 75% recebeu a recomendação médica de usar a fórmula infantil e 42% declarou ter usado o produto antes da criança completar seis meses de idade, período em que o ideal é a amamentação exclusiva. Nestlé e Danone estão na dianteira das marcas mais utilizadas".
Então a gente percebe o sentido da palavra LUTA, porque mesmo decididas a amamentar, as mulheres são desestimuladas a fazê-lo, e por ninguém menos do que aqueles profissionais que teriam que compreender sua vulnerabilidade e incentivá-las a realizar o que tão bem haviam planejado fazer.
Eu sou designer e sempre me encantou o potencial da indústria e seus processos. Mas isso, gente, é crime.; a ganância pelo lucro auxiliada pelo marketing é inominável. Porque como diz o cartaz da WABA (World Alliance for Breastfeeding Action) de 2007 para a Semana Mundial de Aleitamento Materno que ilustra esse post, bebês morrem.
sábado, 14 de novembro de 2020
Boneca espanhola que mama no peito saiu de linha
segunda-feira, 21 de setembro de 2020
Live na Faculdade de Saúde Pública da USP
Cineasta, editora, designer, fotógrafa, dançarina e cantora conversam com o pediatra Moises Chencisnki na Live AmamentARTE
Tarde muito especial em companhia de pessoas comprometidas com a divulgação da amamentação na Live AmamentARTE.










