quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Ron Mueck e o mamaço na Pinacoteca de São Paulo




A primeira vez que soube do artista australiano Ron Mueck foi quando sua obra "Boy" foi exibida na Bienal de Veneza de 2001. A escultura representava um jovem refugiado da guerra da Bósnia, e o tema daquela edição do evento era "Plataforma da Humanidade".

Eu nunca tive pelo hiperrealismo maior admiração do que aquela que nos faz constatar a habilidade técnica do artista (como pode este quadro/escultura ser tão perfeito! Parece de verdade!). As obras, em si, nunca me sensibilizaram.

Mas o que Mueck faz com o hiperrealismo, entretanto, transita por uma outra esfera.
Ao variar as dimensões dos modelos originais, representando-os ora enormes, ora menores do que o real, o artista promove uma espécie de hipersensibilização do observador, como no caso do menino refugiado.
Uma espécie de lente nos permite perceber sentimentos de personagens que possivelmente nos passariam quase despercebidos numa fotografia ou num vídeo.
"Boy" adquire a proporção da intensidade de sua existência, da gravidade do momento que sua representação ao mesmo tempo congela e vitaliza.
E o curioso é que o mesmo acontece - esse engrandecimento de nossa percepção sobre sua presença- quando o artista reduz a escala na dupla de velhinhas, que parecem sentir-se verdadeiramente importunadas pelo olhar dos visitantes curiosos nas exposições.



Enfim, sou uma fã ardorosa do artista, comprei seu livro, persigo seus feitos. E fiquei muito triste ao visitar sua exposição no MAM, Rio de Janeiro. Irritada e mesmo traída pela profusão de selfies, de câmeras, de pessoas que diante DAQUILO, pareciam nem valorizar de verdade o que viam, fenômeno fartamente comentado na ocasião.
Achei certeira a expressão empregada em um dos artigos que li sobre esse fenômeno: "incontinência fotográfica".

Incontinência.
Como a incontinência urinária: a incapacidade de segurar a urina; ou a incontinência emocional: descomedimento no modo de agir, imoderação (Dicionário Online de Português)
Entendi a incontinência fotográfica como a automatização do gesto de fotografar, a incapacidade de conter a mão que saca o celular para bater uma foto, pois tudo tem que ser fotografado para provar que foi vivido. Vivido?

Daí que me impressionei muito quando soube que uma mãe que amamentava seu filho foi censurada por um funcionário da Pinacoteca durante visita à mesma exposição, agora em cartaz na capital paulista.
E antes que eu prossiga escrevendo, acho bacana reproduzir aqui  as esculturas incríveis que o artista elaborou sobre mulheres, gestação e maternidade, que não vieram para a mostra brasileira, mas que imprimem nos olhos da gente todo o respeito e admiração do artista pela natureza e pela natureza e sensibilidade humana:























Dificuldade, descomedimento? Eu poderia dizer que estamos em tempos de uma incontinência cultural?, essa vinculação automática  dos bebês às mamadeiras e aos leites artificiais, e a certeza de que, quando amamentados, isso não deve/não pode acontecer em público?

Que loucura essa "cultura" pela qual se censura os outros, pela qual se breca gestos correntes da vida em defesa daquilo que nos disseram e ainda dizem as indústrias, a propaganda e os modelos de comportamento "civilizado" que importamos sem nem sentir direito...

Daí eu fiquei pensando: a pessoa que sinalizou à mãe a necessidade de ela se recolher a outro espaço para alimentar seu bebê não viu a exposição (!). Pode ter olhado, mas não viu. Nem ele nem aqueles que o apoiaram nessa medida... porque, na minha cabeça, como ver as obras de Ron Mueck e não transcender a percepção rotineira que temos das coisas? ESSE é o efeito de suas obras, pra mim, ao menos. Um novo jeito de olhar para as pessoas, uma sensibilidade que sempre esteve lá, mas não percebemos de imediato, não costumamos acessar, não rola automaticamente...

......

Mas para cada ação, uma reação.

E São Paulo, mais uma vez, não deixou a cena passar em brancas núvens.
Coibição = mamaço.

A Matrice deu o recado, convidando as mães que amamentam para ver a exposição e lá amamentarem à vontade.










Tentando aqui, então, relacionar mamaço e Ron Mueck, o que pensei é que mamaço é uma espécie de hiperrealismo também, que lida com a escala também. Porém, diferentemente, ele não adiciona nem subtrai escala: a multiplica.
Ou seja, se uma mãe amamentando pode parecer estranho e censurável, muitas mães não o parecerão, devolvendo àquela mãe inicial a grandeza de sua atitude e dizendo a todos: vejam, é normal, é bom, e nos deixem com nosso sossego.

Além de fã de Ron Mueck, sou fã também de mamaços :o)

Coerente isso...



quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Crise hídrica



Fomos pegos de assalto por essa falta de água no sudeste brasileiro.

A coisa está mesmo feia, com represas no "nível morto", racionamento, corte de água e aumento de tarifas.

Confesso que, embora há muito tempo eu esteja consciente da finitude dos recursos hídricos, de jeito nenhum imaginava que pudéssemos senti-la tão forte e assim tão cedo.

Mas os bebês, felizmente, podem ser protegidos da crise, podendo até contribuir para o racionamento se forem amamentados.

O leite humano tem tudo de que um bebê, dos 0 aos 6 meses necessita. A Organização Mundial da Saúde recomenda que ele seja amamentado exclusivamente durante esse período, sem que seja necessário oferecer-lhe água, chá ou sucos (é claro que para isso a mãe precisa estar disponível para alimentá-lo em livre demanda: pediu, recebeu. E, em caso de necessitar ausentar-se, deixar guardadinho o leite humano pra ser administrado à criança por meio de um copo). Então, se a mãe tiver acesso a água de qualidade, tudo estará resolvido.

Se, no entanto, o bebê for alimentado por leites artificiais em mamadeiras, fazendo uma lista básica e rápida daquilo que faz parte da nossa rotina teremos:

- água para a mãe beber
- água para o bebê beber
- água para hidratar o leite em pó;
- água para lavar e esterilizar a mamadeira

Essa última água, então, não é pouca... porque pra realmente garantir que a mamadeira fique livre das bactérias (que começam a se proliferar após 1 hora e meia do líquido exposto à temperatura ambiente, e sei lá se é isso tudo mesmo nesse calor), a lavagem precisa ser completíssima, esmeradíssima. É só pensar no fato de que o produto é composto de muitas partes, que se conectam por roscas. Roscas que constituem um ambiente ideal pras tais bactérias de esconderem e se multiplicarem (!). Além do bico em material aderente, aquela coisa que "cola".

Ilustração de Fernando Carvalho

Por isso as agências internacionais de saúde recomendam que, em situações de emergência, o que mais poderá proteger as crianças é a preservação da amamentação.

A natureza está nos pondo à prova... mas acho que ela pensou em deixar guardadinho um recurso maravilhoso para proteger as crianças.





sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A voz da experiência




1990
Av. Rio Branco, Rio de Janeiro
Bilhete do chefe (venezuelano) para mim (designer)
Nossa tarefa: o livro que registra a memória técnica da Usina Hidrelétrica de Itaipu
Motivo do bilhete: agradecimento pelo empréstimo do livro abaixo




Minha filha já tinha perto de um ano quando a mulher do meu chefe engravidou.
Ele, Gustavo Reyes, havia sido muito paciente comigo perante as inúmeras solicitações que lhe fiz quanto a alteração de horário de trabalho, de modo a atender minha filha nas muitas solicitações que me fazia quando pequena. Gustavo franzia um pouco a testa, suspirava um pouco, mas acabava por consentir cada um dos meus pedidos com um sorriso pequenininho, assim, no canto da boca.

Até que um dia ele trouxe a notícia: estava grávido!

E quando o bebê nasceu, era ele quem chegava sempre atrasado, com aqueles olhos fundos de quem mal conseguira dormir.

O que há, Gustavo?
Estamos tendo problemas para alimentar o bebê...

Eu havia ganhado de uma colega, Anita, o livro do Dr. Carlos Beccar Varela assim que engravidei. No dia seguinte, o levei pra ele. E algum tempo depois o livro me foi devolvido com esse simpático bilhetinho.

Isso não foi suficiente para nos livrar da adesão às mamadeiras naquela época. Mas ajudou muito, garantindo que por algum tempo os bebês fossem amamentados.

Hoje as coisas evoluíram muito, felizmente. Há farta informação sobre o assunto disponível para contrabalançar a perigosa influência da cultura dos leites artificiais e mamadeiras.

As pessoas se ajudam, uma mão lava a outra, no melhor sentido dessas expressões.





quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Há também boas notícias




A gente sabe que a euforia com a chegada de um novo ano não demora a ver frustrada aquela esperança toda de felicidade, paz e prosperidade.

No mundo, começamos o ano com o atentado em Paris e o prosseguimento dos massacres na Nigéria. No Brasil prosseguimos com a sequência diária de violência contra inocentes, roubalheira nas instituições, esgotamento de recursos naturais etc.

Mas o fato é que precisamos seguir vivendo, e para isso precisamos nos alimentar com as coisas boas que felizmente também acontecem. Elas nos suprem com energia para aguentar as pressões e também para contribuir de alguma forma no sentido de que essas pressões diminuam.

Pelo segundo ano consecutivo o Papa Francisco incentivou a amamentação em público durante a cerimônia de batismo na Capela Sistina, em Roma.

Tive a alegria de ser consultada pela jornalista Dandara Tinoco, do jornal O Globo, na matéria publicada nessa última segunda-feira.

http://oglobo.globo.com/sociedade/religiao/declaracao-de-papa-em-defesa-da-amamentacao-em-publico-elogiada-por-mulheres-15024896

A repercussão das palavras do Papa, sem dúvida, está mudando o destino de muitas crianças e de suas famílias.

Isso é verdadeiramente valioso.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Quem dera!



Não são apenas os produtos tangíveis da indústria que precisam ser periodicamente avaliados pra que se tenha revista a sua adequação ao estágio de conhecimento alcançado, à realidade social etc. Produtos intangíveis da indústria "cultural" também podem fazer um belo dum estrago. Baboseiras ditas para ganhar audiência acabam influenciando as pessoas de uma forma inacreditável e podem demonizar condutas as mais louváveis, num eficaz serviço de desinformação.

Há poucos dias, recebi pelo Facebook a notícia de que Michele Maximino - a maior doadora de leite materno do Brasil, depois de protagonizar uma "simples piada" (segundo o próprio) do humorista Danilo Gentili em programa de TV de 2013, tornou-se alvo do escárnio de muitos e decidiu, junto à sua família, mudar de cidade para tentar um recomeço de vida.

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/02/maior-doadora-de-leite-materno-do-brasil-perde-batalha.html

Fico pensando em como estará se sentindo Michele... Difícil saber.

Mas é fácil imaginar como estarão se sentindo os inúmeros bebês salvos por suas doações. Michele salvou muitas vidas: as vidas dos bebês que se alimentaram com seu leite e de todas as pessoas de suas famílias, ao vê-los não morrer e lutar pelo restabelecimento de suas funções biológicas.

Daí eu me pergunto se essas pessoas não poderiam ajudar a virar esse jogo e, de quebra, contribuir para o esclarecimento dos tantos outros que "embarcaram" na tal piada.

Mas talvez a coisa seja meio assim: tem-se o filho, ele precisa de leite doado, o hospital dá o leite e quem o recebeu visualiza isso como uma coisa institucional, sem ninguém por traz...

Isso pode mudar? Os bancos de leite podem fazer algo a respeito também sobre isso (já fazem tanto, mas será que podem contribuir para que as famílias contempladas com a doação a valorizem?).

Sei que o principal seria chamar à responsabilidade os profissionais que, como Danilo, lançam palavras ao vento que podem ganhar um poder incalculável de disseminação. Que máximo seria se ele voltasse atrás, se dedicasse um de seus programas a rever tudo, devolvendo a Michele a real notoriedade que sempre mereceu...

Olha, presto muita atenção ao que as pessoas dizem porque tudo o que se diz e se faz deixa marcas. Boas ou ruins. E não existe nada que as apague, mas. sim, pode haver algo que as corrija para sua real significação.

Desejo que no ano que se inicia Michele e sua família recebam o devido reconhecimento pelo imenso bem que fizeram a tantos, e recupere a sua paz.







sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Olha, vale a pena tentar!

Pintura da artista norte-americana Anna Rose Bain


Escrevo hoje para sugerir aos leitores que trabalham em empresas privadas que apresentem a seus chefes a ideia de adesão à extensão da Licença Maternidade.

Hoje está em vigor a licença de 4 meses, mas o governo há algum tempo autorizou que o benefício seja estendido para 6 meses.

Para as instituições públicas, a licença de 6 meses é lei, mas as privadas têm liberdade de decidir sobre essa adesão...

O que me motiva a encorajar os leitores do blog é o fato de que isso aconteceu na PUC-Rio. Ontem fiquei sabendo da portaria que informou a todos os setores da Universidade que as mães poderão desfrutar dessa licença estendida, o que me deixou exultante.

E como participei desse processo, reparto aqui com vocês o argumento apresentado para tal mudança, pois ele é realmente eloquente.

A Organização Mundial de Saúde recomenda que os bebês sejam amamentados exclusivamente (sem água, chás ou sucos) pelos 6 primeiros meses de vida. A partir daí a amamentação pode e deve prosseguir junto a outros alimentos até os 2 anos ou mais. 

Os 4 meses, portanto, não são compatíveis com a recomendação do órgão internacional.

É claro que é preciso esclarecer os chefes e o pessoal de Recursos Humanos da empresa sobre os problemas causados por essa cultura industrial que delega à mamadeira e aos leites artificiais a alimentação das crianças. Mas há material farto na internet para documentar isso, aqui no blog mas principalmente em sites como OMS/Unicef, IBFAN, WABA e muitos outros links pra lá de confiáveis. Monta-se uma pasta com algumas dessas matérias e se parte pra uma boa conversa.

Ao se falar sobre o assunto, as pessoas vão se chegando, com sorrisos e muita esperança no olhar. Sobre a importância de zelar pela relação mãe-bebê qualquer pessoa entende :o)

Além disso, considero valiosa a contribuição dada à causa por Papa Francisco, (declarações dele no verão passado) pois independentemente do fator religião ele é um líder internacional de grande reconhecimento. Tem muita coisa bacana pra baixar sobre isso na internet.

Eu estou feliz da vida aqui por esse tão importante caminho ter sido aberto no lugar onde trabalho. Ainda há muito a fazer, como estender também a licença paternidade (que hoje é de 5 dias úteis apenas) e montar uma sala para que as mães que amamentam possam colher seu leite durante o expediente de trabalho (quando retornarem da licença), guardá-lo de maneira refrigerada e levá-lo para seus bebês, pois assim prosseguirão produzindo o melhor alimento que seus filhos podem receber por mais algum tempo. A Anvisa tem um documento sobre isso disponível em pdf.

Nesse mundo maluco, onde um ritmo acelerado nos é imposto pela tecnologia e onde nos horrorizamos com crianças sendo esquecidas em automóveis etc, o reconhecimento de nossas capacidades humanas naturais se faz essencial. Sabemos que nada nem ninguém é dotado a superar a sapiência da natureza.

Eu compus na PUC esse grupo que, devagarinho, foi fazendo tudo acontecer, com Ivone, Mazini, Marisa, Regina, Dr. Álvaro, alguém da Assessoria Jurídica de quem nem fiquei sabendo o nome ainda, os Vice-Reitores Administrativo e Comunitário e nosso Padre Reitor.

Sem dúvida, um valioso presente de Natal! :o)


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

É importante que se diga



Todos sabemos o quanto é prazeroso ver a reação das pessoas a quem trazemos boas notícias, relatos tranquilizadores, surpresas capazes de empolgar.

Quisera pudéssemos sempre ser mensageiros das coisas boas ...

No trabalho de divulgação da minha pesquisa sobre as mamadeiras, ao contrário dessa boa sensação, costumo dizer que "falo aquilo que as pessoas não querem ouvir".

Infelizmente há coisas que precisam ser ditas, mesmo que contrariem totalmente a definição deste primeiro parágrafo do post.

Mas o interessante é que, para alguns, essas "coisas que não se quer ouvir" são "as coisas que, cada vez mais, se quer ouvir". Essas pessoas são aquelas que já sabiam de tudo e que se comprazem ao receber mais pessoas que, como elas, prossigam com o trabalho de dizer essas coisas, pra todo mundo.

Dessa maneira, bem recebida, me senti na semana passada, em Manaus, durante o  XIII Encontro Nacional do Aleitamento Materno.







Em cada conferência que assistia, a cada pergunta lançada da platéia, nas conversas, nos quiosques, nas mesas de refeições, um montão de pessoas, de vários países, que trabalham em prol da imperiosa causa da segurança alimentar infantil. Gente para quem uma pesquisa dedicada a alertar as famílias e profissionais de várias áreas de que a mamadeira é perigosa, representa uma voz a mais, um alívio, um conforto.

Aprendi muitas coisas novas, tive diante de mim figuras importantíssimas que iniciaram toda essa luta, dentre as quais aqueles de quem já me tornei amiga e com quem venho trabalhando em alegre e produtiva colaboração.

Dentre as coisas que aprendi, mais uma coisa importante que eu elencaria dentre as coisas que "preferíamos não saber", é que o Brasil recebeu nota ZERO no quesito "alimentação infantil durante as emergências", o que sinaliza que não "existem políticas e programas adequados para garantir que as mães, bebês e crianças recebam ajuda e proteção adequados para apoiar a alimentação infantil ótima durante as emergências" (Situação da estratégia global para alimentação de lactentes e crianças de primeira infância - Boletim 2014 da World Breastfeeding Trends Initiative).

Em outras palavras, não há qualquer preparo para que, nas situações de emergência que se fazem cada vez mais frequentes no mundo, os brasileiros possam recorrer a práticas seguras de alimentação de bebês e crianças de primeira infância, dentre elas o incentivo à amamentação.

                                                  Palestra de Marcos Arana Cedeño

Quando houve a tragédia de Teresópolis e Friburgo, no Rio de Janeiro, há poucos anos atrás, uma amiga enfermeira me relatou o seguinte caso: ao visitar uma das cidades junto a outros voluntários, ela se deparou com uma mãe desabrigada que alimentava o filho recém nascido com uma mamadeira. Ao ser perguntada sobre o motivo de estar alimentando o bebê daquela forma, a mulher respondeu:

"_ Eu estava amamentando, mas as equipes de ajuda me deram a mamadeira e o leite... entendi então que isso deve ser melhor para o meu filho..."

Daí, recorrendo àquilo que falam as pessoas "que dizem coisas que não queremos ouvir", ressalta-se que, depois de um desastre natural, não há água (para hidratar o leite em pó nem para higienizar com toda a perfeição exigida uma mamadeira) nem mínimas condições sanitárias. Nessas ocasiões, a amamentação é uma benção, e a preocupação que se deve ter é em alimentar e hidratar as mulheres que podem aleitar seus filhos.

Deus proteja o Brasil e prossiga dando energia a esses obstinados ativistas, que com seu trabalho incessante têm salvado muitas vidas.